A moda de Lady Gaga na moda de Mark Greiner

Em seus desfiles Mark Greiner agregou a vida noturna de boates embaladas pelas músicas da diva pop, a figurinos irreverentes usados por ela. Vale destacar nos desfiles do estilista a moda praia voltada para festas e baladas lembrando os costume das “pool parties”, com muito
Foto de Lady Gaga
Desfile da marca Purpure 2009, parceiria entre Mark Greiner e Weider Silveiro
brilho, ombros marcados, formas diferenciadas, vestidos drapeados que cobriam todo o rosto das modelos e a silhueta ampulheta bem ressaltada com o uso de modelagens com cinturas
Fotos das extremidades de Lady Gaga e as centralizadas de Mark Greiner no desfile do Dragão Fashion
marcadas e quadris largos. Tudo isso com um toque de Lady Gaga e a qualidade de Mark Greiner.
Hélène Gomes
Fotos:Roberta Braga Studio/ Osvaldo F.


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A moda do colete

A primeira pergunta é bem simples de ser respondida: é porque esse foi o tempo que a tendência do colete levou para sair dos birôs de estilo e chegar à massificação. Então vamos descrever o caminho que ele percorreu.
Nos últimos 10 anos o mundo tem vivenciado as conseqüências de diversas ações do homem. Primeiro as conseqüências da Guerra do Iraque, que começaram a serem vistas dois anos depois do início do conflito, em 2006. Depois as grandes catástrofes da natureza como a tsunami que atingiu a Indonésia e suas proximidades deixando cerca de 300 mil mortos. E por último o lançamento do documentário de Albert Al Gore: “Uma verdade inconveniente”. Esses foram os principais fatores que mobilizaram boa parte da população mundial em busca de esperança e paz por meio de uma rebeldia silenciosa, mas com atitude. Então num contexto de rebelião pós-guerra surge, em 2006, um revival da antimoda dos anos 70 e 80 criadas pela juventude da época. O clima foi de rebeldia, como podemos ver nos desfiles de Paris para o outono/inverno 2006. Mas a peça vai além, por ser democrática evoluiu durante as estações que se seguiram e apareceu neste Verão de 2010 com diversas caras: country, romântico, ousado e com um ar de terror.

Entre essas datas o colete foi lançado aos poucos para o mundo, no inverno 2007/2008 o vimos no desfile de Hedi Slimane; em seguida editoriais de moda começam a mostrá-lo, como em 2008 com as coleções da Luis Vuitton; mas foi apenas quando as celebridades começaram a circular nas ruas vestidas com a peça que a divulgação conquistou os consumidores que se tornaram mais propensos à “idéia” do colete, assim, em 2009 foram criadas inúmeras coleções que desfilaram no mesmo ano para serem vendidas para a população no alto verão de 2010.


O principal objetivo de descrever esse processo é que todos possam ver como o mundo da moda trabalha para gerar novidade e levá-la ao consumidor.
Alice para os olhos!
Ao lado o impecável figurino do personagem mad hatter que remete a um chapeleiro da belle epoque. Seu chapéu de base dourada revestido com uma renda verde musgo e penas de pavão (dentre outros apetrechos) contrastando com o cetim salmão da faixa é sozinho a peça que mais marca o personagem. Vale também destacar o cinto de carretéis de linhas, uma das principais ferramentas de trabalho de um chapeleiro, óbvio mas que passou desapercebido em releituras anteriores, não? Um trabalho de pesquisa realmente minucioso de Collen Atwood.

Outro figurino muito elaborado é o da red queen, claramente inspirado no período elizabetano, traz além das mangas bufantes, saias salientes e um armado rufo que acabou por emoldurar o penteado protuberante da personagem. A cabeça gigante trabalhada em animação trouxe um ar bizarro e austero a red queen.
Lígia Aquino
Grandes Estilistas da História da Moda
Elza Schiaparelli nasceu em Roma, em 1890. Foi uma jovem rebelde e contestadora, à frente do seu tempo. Aos 20 anos publicou uma antologia de poemas eróticos, o que lhe rendeu como punição viver em um internato. Elza fez greve de fome e conseguiu absolvição do seu castigo. Estudou filosofia, esculpia e pintava quadros. Casou com o filósofo inglês William de Wendt aos 24 anos, com quem teve sua única filha, Gogo. O impulso para a carreira de estilista veio com fim de seu casamento, fato que a deixou em difícil situação econômica. Mas apesar do pouco dinheiro, Elza era bem nascida (sobrinha de Giovanni Schiaparelli, ilustre astrônomo), tinha amigos importantes, como Paul Poiret, quem lhe incentivou a abrir sua loja, em 1927. Por sua ligação com a arte, Schiaparelli tinha como fonte de inspiração o surrealismo e o cubismo. Uma grande inovação na época foi o vestido de organza de seda, com motivo de lagosta, usado por Wallis Simpson em 1937, futura duquesa de Windsor, resultado da arte do seu amigo Salvador Dalí, que empregava lagosta em suas obras, como o telefone-lagosta, de 1936.

Além de fundir moda e arte, foi também pioneira a desenvolver coleções temáticas e a usar zíperes em vestidos, até então usados apenas em trajes utilitários e bagagens. Entre outras excentricidades de Schiap, como se referia a si mesma, estão estampas de notícias de jornais em lenços e écharpes, moscas em vestidos, o tailleur escrivaninha, com bolsos que imitavam gavetas. Inovou também nos chapéus e nos sapatos.
Seu estilo excêntrico e conceitual provocou forte rivalidade com a também genial Coco Chanel, de estilo oposto, funcional, priorizando a elegância com simplicidade. As duas não disfarçavam seu desafeto mútuo, o que rendia fofoca para o público, lucro para a imprensa da época, e fama para as protagonistas, que sabiam aproveitar o marketing das suas rixas.
Outra característica da obra de Schiap é o uso das cores fortes, entre elas, o rosa choque, criado pela estilista. “Eu dei ao rosa um pouco do vermelho, um rosa novo, um rosa real, um rosa chocante”, decreve sua descoberta. A cor foi então largamente usada em sua criações e freqüentemente faz parte das cartelas atuais.
Um outro grande sucesso de Schiaparelli foi o lançamento do perfume “shocking”, em 1938, referente à cor “shocking pink”. O frasco do perfume causou polêmica por ter o formato de um busto feminino, desenvolvido pela pintora surrealista Leonor Fini.
Em 1939, decidiu fechar sua Maison por causa de segunda guerra mundial e foi para os Estados Unidos. Ao voltar à Paris, em 1945, reabriu as portas de sua loja. Porém os tempos eram outros, Schiap não acompanhou as mudanças sociais e econômicas e após anos de dificuldade financeira, fechou definitivamente sua Maison em 1954. Lançou um livro de memórias, intitulado “Shocking Life”, Vida Chocante.Elsa Schiaparelli morreu em 1973, aos 83 anos.
Além do legado na moda, Elza deixou duas netas que herdaram sua veia artística, a atriz americana Marisa Berenson e a fotógrafa Berry Berenson, que estava em um dos aviões que se chocou com uma das torres gêmeas em 2001.
MODA É PRA SER ESTUDADA
As roupas, detalhes e acessórios que observamos na rua constituem e são constituídos por valores sociais vigentes, que irão identificar sujeitos em suas subjetividades e coletividades. Ela é mais que uma junção de retalhos, é geradora de sentido, é linguagem, é expressão.
Poderíamos ainda propor uma série de atribuições ao termo, o que não é exatamente o propósito deste texto inicial que inaugura a minha participação no blog de moda da Universidade Federal do Ceará.
O que pretendo dizer é que a moda, pela sua complexidade, não pode se resumir a uma visão simplista. É preciso estudá-la, esmiuçá-la, não se deixar vencer pela aparência. Deixemos as opiniões pessoais para os que desejam percebê-la de forma superficial. Há espaço para todos, até para quem dela pensa poder fugir.
As graduações em moda no país já refletem o quão demandada é esta área, mas ainda carecemos de pesquisa, de cursos de pós-graduação (Especializações, Mestrados e Doutorados), de publicações. Se por um lado esta realidade é lamentável e dificulta o nosso percurso como pesquisador, de outro assegura visibilidade e notoriedade aos que conseguem transpor as barreiras e partem em busca da formação. Então partamos!
Tratarei inicialmente de um curso de Mestrado do qual me sinto muito à vontade para falar: Design e Marketing – Engenharia Têxtil - Universidade do Minho (UM) – Guimarães / Portugal. Fui a primeira cearense a me candidatar a este curso, abrindo portas para tantas outras candidaturas que se sucederam.
Estudar em cidades, estados ou países que não constituem a nossa realidade sócio-cultural é uma experiência de grande valor. A sensação de anonimato é incrível. Parecia-me impossível ser ninguém, principalmente no contexto atual, no qual as novas tecnologias de informação e comunicação reconfiguram a relação espaço-temporal. Tudo é em tempo real. Entretanto, ao me distanciar dos computadores disponíveis na universidade, anonimamente eu experimentava a novidade de um olhar estrangeiro e ávido por novas informações.
Como o ano letivo europeu vai de outubro a julho (caso não sejam necessários os exames finais), o sentimento de saudade vai se diluindo, na medida em que vamos descobrindo elementos da cultura portuguesa, traços identitários, peculiaridades da língua, variações climáticas, enfim, passa tão rápido, que quando nos damos conta já é tempo de voltar para casa.
Saudades de Guimarães, patrimônio da Humanidade, coisa linda de se ver. Pequena em dimensões, a cidade possibilita que andemos muito a pé, um exercício para o corpo, para a mente, uma maneira de economizar euros. Se de um lado essa moeda nos sufoca (e no meu tempo a relação era de 4/1), de outro a cidade é muito econômica: refeições no campus da UM com qualidade e preço baixo; moradia de estudante, a preços razoáveis; pouca necessidade de se gastar com transportes públicos; supermercados com oferta de produtos “genéricos” e mais baratos (coisas boas, hein!); pouca possibilidade de diversão (do ponto de vista financeiro isso é ótimo...para manter relacionamentos à distância também!).
Tratando mais especificamente sobre o curso, em Portugal tive boas e más referências de professores, como, aliás, em toda a minha trajetória como estudante. Alguns aspectos a ressaltar: a seriedade do programa, dos mestres, da instituição. Acho demasiadamente subjetiva a análise das aulas, porque dependem do nosso interesse pessoal e das expectativas que temos. O curso oferece três áreas de especialização: Têxteis de Moda, Têxteis de Interiores e Vestuário. Fiz opção pela primeira e confesso que aprendi demais.
Além desse, o departamento lançou agora o Mestrado em Comunicação de Moda. Pouco sei sobre ele, mas já indico, respaldada pelo nome da coordenadora, gente da maior competência.
Falaria um mundo sobre essa experiência, mas paro por aqui e me disponibilizo para as dúvidas daqueles que decidirem estudar a moda em terras lusitanas.
Cyntia Tavares
O que é Alta Costura, afinal?

Na Alta Costura, as roupas devem ser desenhadas e confeccionadas por algum membro fixo da equipe, e nunca por profissionais free-lancer. Os bordados podem ser confeccionados fora da Maison, porém, numa casa também associada à Câmara Sindical. As peças são feitas à mão (não pode ter costura à máquina!), e são exclusivíssimas, existe apenas uma de cada modelo. É, portanto, um trabalho artesanal, extremamente elaborado e cada Maison, deve empregar, no mínimo,15 profissionais. O tempo mínimo de confecção de cada peça é de 150 horas e Duas vezes por ano, as Maisons apresentam suas coleções à imprensa em Paris. Se uma cliente não puder assistir ao desfile na Semana de Moda, a marca tem a obrigação de fazer um desfile exclusivo dentro da Maison. Várias peças não são vendidas, pois entram para o acervo da Haute Couture.
O custo para manter todas essas exigências é altíssimo, apenas cerca de 300 pessoas no mundo todo são consideradas clientes dessa categoria. Porém os desfiles promovem a Maison no mundo todo, garantem sua tradição e credibilidade e agregam status aos seus subprodutos, como acessórios, prêt-à-porter, cosméticos e, sobretudo, perfumes. É a venda desses produtos que sustenta o caro mecanismo dos desfiles de Alta Costura.
Além dos membros aderentes, que têm a Maison e seguem todas as regras da Câmara, como Dior, Chanel, existem os membros representantes, que realizam um trabalho equivalente à Haute Couture em outros países, como Valentino e Giorgio Armani. Há tembém os membros convidados, que fazem parte da Alta Costura provisoriamente, como aconteceu com os estilistas brasileiros Ocimar Versolato, em 1999 e Gustavo Lins, em 2009.
As exigências não acabam por aí! Cada Maison deve ter no mínimo cinco andares, sendo um deles destinado apenas aos desfiles! Um vestido Haute Couture pode custar em média R$ 20 mil. Apesar de todo o glamour não é fácil manter uma Maison, Em 1946 havia 106, hoje, consta na lista da Câmara Sindical, apenas 20.
Festival de Moda de Fortaleza
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DRAGÃO FASHION BRASIL - 2010
A organização do evento promove o concurso de novos talentos, nesse ano, a UFC será, mais uma vez, muito bem representada.
A coleção desenvolvida para o concurso tem como tema - Dragão do Mar - Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde. Cearense, Jangadeiro, Abolicionista.
Vamos ao evento, prestigiar nossos colegas e torcer muito!!!
Maiores informações sobre o Dragão Fashion Brasil aqui!
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